Deep Pain Proteja suas crianças na internet

A chinese lion statue

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Me ajude!

deep pain June 19th, 2008

Não tenho medo de bicho-papão!

deep pain June 9th, 2008

Tenho medo do meu pai, quando ele entra no meu quarto à noite…

A maioria dos abusos sexuais de crianças acontece em casa.

Seu filho pode ser a próxima vítima, e não do bicho-papão.

Denuncie.

Disque 100.

Foto de Joshua Hoffine

deep pain June 9th, 2008

Onde foi que as famílias perderam a mão? O espancamento brutal de uma doméstica por garotos de classe média no Rio de Janeiro chocou o país e expôs uma geração que confunde violência com brincadeira e não tem noção de valores humanitários. Num artigo exclusivo, a psicoterapeuta LIDIA ARATANGY alerta: boa parte da encrenca começa em casa e a busca por soluções também

Abril, 1997 - Em Brasília, três adolescentes jogam álcool e ateiam fogo num homem adormecido perto de um ponto de ônibus. O homem, Galdino, um índio pataxó que participava de um encontro indígena, não resistiu às queimaduras e morreu dias depois. Os jovens alegaram que era apenas uma brincadeira e que confundiram o índio com um mendigo.

Fevereiro, 1999 - Após uma festa de confraternização de calouros e veteranos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o calouro Edison Hsueh é encontrado morto dentro da piscina do Centro Acadêmico. Segundo o delegado que atendeu o caso, o mais provável é que ninguém tenha se disposto a ajudar o colega, que não sabia nadar e se afogou. Um faxineiro encontrou o corpo cerca de nove horas depois, na piscina escurecida pelo excesso de sujeira e cloro.

Dezembro, 2005 - Três universitários da PUC de Campinas são presos sob a acusação de dopar e estuprar uma colega.

Junho, 2007 - A empregada doméstica Sirlei Dias é roubada e espancada por cinco jovens de classe média do Rio de Janeiro. Os agressores alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.

Que brincadeiras são essas, em que alguns se divertem às custas de alguém que é humilhado, oprimido, machucado? Será que nossos jovens não aprenderam que brincadeiras têm de ser consentidas e proporcionar divertimento para todos os envolvidos? Caso contrário, deixam de fazer parte universo do lúdico para adentrar obscuro terreno da violência. Onde foi que as famílias erraram? Por que crianças educadas com todos os recursos e nos melhores colégios vestem a pele de marginais?

É tentador atribuir essa escalada da violência a fatores isolados, como a perda da autoridade paterna ou a dificuldade de diálogo entre gerações. Questões desse calibre, no entanto, não têm respostas lineares. Esses aspectos têm relação com a violência, mas nenhum, sozinho, seria suficiente para instalá- la e mantê-la. Ainda assim, não temos o direito de nos colocar alheios à busca de soluções, com a desculpa de que a compreensão de problemas complexos, como a violência urbana, está fora da nossa alçada. Não podemos negar que parte da encrenca origina-se dentro da nossa casa, no difícil convívio com os filhos adolescentes. A necessidade de se diferenciar dos pais e a importância de se sentir parte de outro grupo que não a família são fatores que dificultam a comunicação. A perplexidade dos pais diante das transformações dos filhos e sua impotência para impedir o afastamento deles colaboram para tornar difícil esse momento. A escola também tem sua cota de responsabilidade, já que nossos jovens passam grande parte do tempo sob sua guarda. Precisamos da aliança de todos os envolvidos (família, escola e comunidade) na formação das próximas gerações.

O MELHOR E O PIOR


O mais torpe e o mais sublime da natureza humana coexistem dentro de cada um de nós. Os sentimentos mais primários (ódio, inveja) convivem com os mais elevados (solidariedade, lealdade, compaixão). O que determina o caminho que essas potencialidades vão tomar são as possibilidades de transformação dos impulsos primários e a existência de canais adequados para dar vazão a eles. Cabe à família e à escola ajudar a criança a transformar os impulsos em comportamentos aceitáveis. E cabe à sociedade oferecer canais que direcionem esse fluxo a objetivos elevados. Essas variáveis combinam-se para que venha à tona o melhor ou o pior de cada um de nós.

A maioria dos adolescentes de classe média alta mora em condomínios fechados, cujos habitantes são parecidos, e freqüenta escolas onde só encontra reflexos da própria imagem. As crianças aprendem a desconfiar de qualquer um que se aproxime delas, percebem a aflição dos pais quando alguém os aborda pela janela do carro, compreendem desde cedo o significado das trancas que protegem suas casas. Muitas dessas defesas são necessárias, mas levam a um isolamento que alimenta a intolerância e tornam mais difícil desenvolver a solidariedade.

VALORES DE PAIS PARA FILHOS

O problema com a passagem dos parâmetros morais é que nossa crença nos valores se dá em termos abstratos, mas sua transmissão se faz nas miudezas do cotidiano - e muitos de nossos atos desmentem nossas palavras. Os pais querem que os filhos sejam íntegros, mas trapaceiam nos jogos para deixá-los ganhar, sob o pretexto de “estimular a auto-estima” (como se só o vencedor pudesse ter auto-estima). Com isso, além de transmitirem a mensagem de que a trapaça é válida, perdem a oportunidade de ensinar a criança a jogar (quem vai dar atenção às explicações de alguém que acaba de perder a partida?). Os pais querem que os filhos sejam responsáveis, mas permitem que eles vivam sob uma prática cotidiana que transforma a bagunça e a sujeira de seus quartos em limpeza e ordem - como se a mudança fosse obra de magia, e não resultado do esforço de um ser humano. Muitos pais confundem violência com capacidade de liderança: o filho rebelde “sabe o que quer”, “tem personalidade”. Outros ainda utilizam a força para punir ou coagir sem se dar conta de que, independentemente da intenção ou intensidade do castigo físico, ao dar um tapa numa criança, um adulto ensina que a violência é uma forma legítima de resolver um problema. Alguns pais, por não tolerar a frustração dos filhos, não colocam limites claros e coerentes. Esquecem que a frustração é parte da vida, e não uma falha no processo de desenvolvimento. Crianças que não aprendem a lidar com a frustração tornam-se impacientes e birrentas e tendem a transformar-se em adolescentes insatisfeitos, que não suportam o adiamento das satisfações.

A escola tem um papel importante. Cabe a ela traduzir as normas que regem o convívio humano e a bagagem cultural acumulada ao longo das gerações de modo que a criança possa compreendê-las e utilizá-las. Pelo professor passa mais do que informação: com base em sua postura na sala de aula, os alunos absorvem seu código de ética. Mas a responsabilidade da escola vai além: tudo o que se passa dentro de seus muros está sob seus cuidados. Apelidos maldosos e brincadeiras embaraçosas são exemplos de situações que acabam por transformar o ambiente escolar num palco de agressões. O professor, mesmo sem perceber, pode funcionar como aliado dos alunos mais fortes e integrados e ser conivente com a humilhação dos menos adaptados.

ONDE NASCE O FANATISMO

Para uma criança - sobretudo para um adolescente -, é vital ser aceito pelo grupo com o qual se identifica, ao mesmo tempo que os excluídos são ridicularizados e hostilizados. Esse processo reflete e alimenta os fanatismos e preconceitos (religiosos, esportivos, étnicos) do universo adulto. Sua manifestação mais extremada é o bullying (prática violenta em que um aluno se torna alvo de chacotas e agressões de colegas), mas esse comportamento era ignorado ou desvalorizado pelos professores e pais até que pesquisas revelaram as graves conseqüências que acarreta para as vítimas, os agressores e as testemunhas.

Os agressores impõem-se por meio da violência, e sua liderança sobre os colegas é garantida pelo medo. Se nada for feito para mudar a trajetória, serão adultos impulsivos, com comportamentos anti-sociais. A dificuldade em colocar-se no lugar do outro os torna candidatos a agressores de mulheres e abusadores de crianças. As vítimas são, geralmente, alunos inseguros que têm vergonha de queixar-se das ofensas e tendem a se tornar adultos deprimidos, com baixa auto-estima. Os espectadores, que até sentem simpatia pelos alvos, calam-se por medo de ser a próxima vítima ou por não saber como agir, mas percebem que sua omissão acoberta as agressões. Como terão se sentido, por exemplo, os colegas do calouro afogado? Quantos terão percebido o garoto se debatendo para alcançar a borda da piscina e não lhe estenderam a mão? Deve ter sido difícil o reencontro dos colegas no dia seguinte à tragédia. Fizeram um pacto de silêncio, como se fossem bandidos - quando, ao contrário, eram alunos de uma das melhores universidades do país e tinham escolhido uma profissão respeitada: queriam ser médicos e cuidar de pessoas doentes e frágeis.

O GRANDE RISCO
O maior perigo que ameaça nossos adolescentes não é a aids, o abuso de drogas nem a gravidez indesejada: é o cinismo. Se os jovens acreditarem que não têm nada a ver com o que acontece à sua volta, perderemos a chance de ter um mundo melhor. É na adolescência que se instala a capacidade de raciocínio abstrato; é o melhor momento para o compromisso com valores como a tolerância pelo diferente, o amor à justiça, o sentimento de solidariedade e compaixão. É a hora de encontrar canais adequados para a insatisfação e a rebeldia, de escolher um espaço de atuação onde a indignação diante das injustiças contribua para melhorar o mundo, em vez de aceitar que nele só os espertalhões levam vantagens.

Houve um tempo em que nos perguntamos que mundo deixaríamos para nossos filhos. Agora que aprendemos a cuidar melhor do planeta, o desafio está em preparar bem as mãos que herdarão a Terra. A complacência, a preguiça e a covardia não são bons parceiros nessa tarefa.

O cinismo
A filosofia cínica surgiu em Atenas por volta de 400 a.C. O nome tem origem na palavra grega kinicós (referente a cães), pelas idéias radicais de liberdade, que levaram seus seguidores a um modo de vida despudorado, com ataques às tradições e aos valores sociais. Sua forma mais radical defendia a resposta individual diante de uma sociedade alienante e opressora e pregava a transgressão contínua dos valores tradicionais e das normas sociais. Os cínicos consideravam-se cidadãos do mundo e, portanto, liberados da obediência a convenções e leis, já que estas estão ligadas a condições geográficas e temporais.

Fonte

Alguém não gosta de mim!

deep pain June 6th, 2008

Eu uso o Web Security Guard como mais uma ferramenta de segurança. Ele avisa quando se tenta entrar em sítios perigosos de todo tipo.

Hoje, fui alertado pelo programa de que meu sítio, deep-pain.com, é considerado perigoso. Veja a tela do aviso:

Algum bastardo engraçadinho deve ter se incomodado com o trabalho feito aqui. Isso é bom sinal! Para esses, sou, de fato, potencialmente perigoso.

Minha amiga Tandai, do Brasil Contra a Pedofilia, me disse que o sítio dela também é considerado perigoso, pelo Google. Perigoso para os pervertidos a quem combatemos e denunciamos!

Presidente Lula quer pena máxima e rastreamento eletrônico contra pedófilos

deep pain June 6th, 2008

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, senador Magno Malta (PP-ES), classificou como “fantástica” a reunião da CPI com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida nesta quinta-feira no Palácio do Planalto

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, senador Magno Malta (PP-ES), disse que o presidente Lula mostrou-se “chocado” com os relatos que recebeu sobre o que já foi apurado pelos membros da CPI da Pedofilia, durante encontro com os integrantes da comissão no Palácio do Planalto.

“Ele ficou chocado com as barbaridades que pudemos ver até agora. Recebeu com muito carinho os integrantes da comissão e deu garantias de que fará tudo para dar celeridade, por exemplo, à proposta que tipifica como crime a pedofilia”, informou à Agência Senado.

Proposição nesse sentido está em fase de elaboração pela CPI e prevê penas de até 30 anos de prisão para pedófilos. O presidente Lula, segundo Magno Malta, também apoiou a proposta de criação de um departamento específico para crimes cibernéticos na Polícia Federal.

“O presidente Lula concorda com a aplicação de penas altas para esses criminosos e até com o rastreamento eletrônico”, disse.

De acordo com Magno Malta, Lula também se mostrou surpreso com a atuação de sites da Internet que não cumprem a lei brasileira.

Participaram da reunião as senadoras Serys Slhessarenko (PT-MT) e Fátima Cleide (PT-RO), os senadores Romeu Tuma (PTB-SP) e Virgínio de Carvalho (PSC-SE), o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, além das deputadas Sandra Rosário, Perpétua Almeida, Nilmar Ruiz e Cida Diogo.

UOL

A transferência do sigilo eletrônico de todo o conteúdo dos diálogos e o registro de acesso dos usuários que utilizam a sala “Incesto”, mantida pelo provedor Universo On Line (UOL), foi quebrado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia nesta quarta-feira (04/06).

O requerimento determina que deverão ser enviados à CPI os arquivos com os textos, fotos e mensagens veiculadas na sala de bate-papo durante todo o período em que esteve ativa e informações sobre o endereço eletrônico de cada usuário que dela participou, além dos dados dos responsáveis pela criação e administração da sala Incesto.

Durante a votação do requerimento, o presidente da comissão, senador Magno Malta (PR-ES), adiantou que a direção do UOL aguardava a aprovação da matéria para o envio dos dados. Segundo ele, a comissão deverá se reunir com a direção do provedor no dia 12 (quinta-feira), em São Paulo.

Também foi aprovado requerimento que solicita às empresas de telefonia, o repasse de informações relativas a 805 usuários da Internet. Esse total foi obtido a partir de triagem feita pelos técnicos da comissão e da Polícia Federal no material encaminhado pelo Google à CPI da Pedofilia, composto por 3.264 álbuns em páginas eletrônicas hospedadas no sítio de relacionamentos Orkut.

Da análise das informações enviadas pelo Google, explicou Magno Malta, obteve-se apenas o horário e a data das conexões referentes a cada endereço eletrônico, o que impede a identificação do titular do acesso. Para chegar aos suspeitos, segundo o senador, é imprescindível que as empresas telefônicas encaminhem os dados referentes ao titular da conta de acesso a que se liga cada registro de conexão.

Na mesma reunião, foram aprovados outros dois requerimentos que convocam os internautas Márcio Aurélio Toledo e David Malero Júnior a depor na comissão, em data a ser definida. Os dois são suspeitos da prática de pedofilia, conforme investigações da Polícia Civil de São Paulo.A comissão também fará diligências na capital paulista a fim de colher dados sobre as investigações que resultaram na prisão de Toledo.

Outro requerimento aprovado pela comissão solicita à juíza da Vara Criminal da comarca de Ubaitaba (BA), Andréa Teixeira Lima Sarmento Netto, cópia dos autos de ação penal movida contra Domingos Mendes de Araújo por prática de pedofilia e abuso sexual de crianças.

Durante a votação dos requerimentos, Magno Malta voltou a defender a tipificação do crime de pedofilia, como forma de coibir o uso da rede de computadores para a prática do crime, sob os argumentos do sigilo dos provedores e do anonimato.

Agenda

Na segunda-feira (09/06), os membros da comissão estarão em Porto Alegre, onde manterão encontros com os representantes dos conselhos tutelares e das comissões de Direitos Humanos do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os senadores também deverão fazer contatos com a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, e autoridades da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Fonte

Preso por pedofilia alerta pais! Você precisa ouvi-lo!

Diga Não à Pedofilia! Denuncie!

CPI quebra sigilo de 805 usuários do Orkut

deep pain June 5th, 2008

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia aprovou nesta quarta-feira (4) a quebra do sigilo de informações pessoais de 805 usuários do Orkut suspeitos de praticar crime de pedofilia no site. A comissão, que já detém dados de acesso ao site e imagens dos álbuns dos internautas, determinou que os provedores revelem informações que permitam identificar as pessoas.

Esses usuários estão entre os detentores de 3.261 álbuns privados do Orkut que tiveram o sigilo quebrado pela CPI, fazendo com que o Google, dono do site, tivesse de entregar logs de acesso e imagens às autoridades brasileiras.

Esses internautas eram acusados de utilizar o sistema de “tranca” dos álbuns para trocar imagens contendo pedofilia, entre outros crimes. Após análise das fotos, a CPI chegou a esses 805 usuários.

Também hoje a comissão determinou a quebra de sigilo de cerca de 600 internautas que acessaram a sala de bate-papo da internet chamada “Incesto”, hospedada no portal UOL.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, foi por meio da página que o tenente da Polícia Militar Fernando Neves Braz, 34, conheceu o pai-de-santo Márcio Aurélio Toledo, 36, suspeito de distribuir imagens de sexo com crianças e de oferecer programas com menores de idade. O conteúdo dos diálogos das pessoas que tiveram acesso a sala de bate-papo também devem ser enviado à CPI.

Ajuste de conduta

Nos próximos dias, a comissão deve aprovar um requerimento para convidar representantes de provedores de internet e de telefonia para uma audiência. A idéia é que essas empresas assinem um TAC (termo de ajustamento de conduta) com o Ministério Público Federal, no sentido de agilizar a liberação e a manutenção de dados para investigações sobre crimes cibernéticos. O documento deve ser nos moldes do que o Google também negocia com o Ministério Público.

Após uma audiência na comissão, o dono do Orkut se comprometeu a adotar um conjunto de medidas que coíbam crimes de pedofilia na rede.

No pacote, estão previstas ações como um filtro de imagens para impedir a divulgação de conteúdo criminoso; a preservação do registro de computadores utilizados para o acesso ao Orkut por seis meses e a disposição em firmar acordos internacionais para o combate aos crimes na internet.

Fonte

Atriz defende fotógrafo que expôs fotos de adolescentes nuas

deep pain May 27th, 2008

A atriz australiana Cate Blanchett expressou nesta terça-feira sua solidariedade com o fotógrafo Bill Henson, que expôs imagens de adolescentes seminuas, gerando, com isso, uma grande polêmica sobre o limite entre arte e pornografia.

A vilã de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal assinou um comunicado junto a famosos australianos ligados às artes. A nota destaca a humilhação que sentem “pelos planos de aplicar em Henson as leis contra a obscenidade”.

“A possível perseguição a um de nossos artistas mais respeitáveis não é forma de construir uma ‘Austrália Criativa’, e prejudica nossa reputação cultural”, acrescenta a nota.

Os signatários da carta, redigida pela crítica e autora do blog Theatre Notes, Alison Crogon, ressaltaram sua preocupação com a pornografia infantil, mas afirmam que a Polícia escolheu nesta ocasião a pessoa errada.

“O debate iniciado pela exposição de Henson é necessário e importante. Temos que discutir as questões éticas da arte e os problemas que gera, mas esta discussão não pode acontecer em um tribunal de justiça”, acrescenta o comunicado.

A Polícia fechou na semana passada uma exposição de Henson na galeria Roslyn Oxley9 de Sydney e apreendeu 20 imagens de jovens de 12 a 13 anos com a parte superior do tronco nua.

A Galeria Regional de Arte da localidade de Albury, após receber a visita de agentes da ordem, retirou três fotografias do artista que tinham sido denunciadas como “indecentes”, e a Prefeitura de Newcastle tirou as obras de seu site.

O primeiro-ministro do país, Kevin Rudd, qualificou na semana passada de “repugnantes” as fotografias, e pediu respeito aos direitos dos menores.

No entanto, Henson e sua preocupante e perturbadora visão da adolescência, representou a Austrália na Bienal de Veneza, e vários trabalhos seus são exibidos no Guggenheim de Nova York e na Biblioteca Nacional de Paris.

Fonte

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Enquanto mais e mais pessoas preocupam-se com as conseqüências da erotização precoce e com a exposição erótica de crianças e adolescentes, alguns defendem tudo isso sob a égide de arte. As centenas de crianças abusadas e exploradas diariamente nada vêem de arte no que lhes acontece e, com certeza, também nada veriam de arte em quadros como esses.

Site receberá denúncias de exploração sexual

deep pain May 20th, 2008

Um site exclusivo para receber denúncias de exploração sexual entra no ar em até 90 dias.

O governo brasileiro será o primeiro no mundo a lançar um site na internet para receber denúncias e rastrear casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. A nova ferramenta deve estar disponível em um prazo de três meses.

O anúncio foi feito hoje (19) pela subsecretária da Criança e do Adolescente, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Carmem Oliveira.

Ela participou, no Rio de Janeiro, da lançamento do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, previsto para ocorrer na cidade de 25 a 28 de novembro.

Segundo a subsecretária, todas as iniciativas desse tipo já implementadas são no âmbito da sociedade civil. Ela disse acreditar que com mais esse site, o processo de identificação dos casos e a punição dos responsáveis pela exploração sexual contra crianças será acelerado.

O projeto é uma parceria entre a secretaria, a Polícia Federal e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

“Vamos receber denúncias e teremos um sistema de rastreamento que vai nos permitir muito mais rapidamente acionar a Polícia Federal, o que era um dos problemas. As denúncias chegam de várias partes, muitas vezes até duplicadas e não nos davam a devida proporção do problema no Brasil”, explicou.

A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie Pierre Poirier, disse que iniciativas como essa refletem a determinação do governo brasileiro em acabar com a impunidade nos casos de exploração sexual. E esse foi um dos motivos, segundo ela, pelo qual o país foi escolhido para sediar o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

“O governo brasileiro falou ´nós não queremos o terceiro congresso numa seqüência de 50. Queremos agora construir em cima do congresso que começou na Suécia´. O Brasil não quer mais falar de resoluções, mas de resultados. Quer desenvolver metas concretas, construindo indicadores que não existem no cenário internacional”, destacou.

O lançamento do congresso contou também com a presença da primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, presidente de honra do evento. Ela disse que vai participar do encontro, e lamentou que esse tipo de violação aconteça no país.

“É um horror, temos que mudar. Temos que começar a levar [esse tema] para dentro do nosso trabalho, começar a discutir esse assunto, e a população tem que nos ajudar”, disse.

O ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, também enfatizou os esforços que o governo vem implementando para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes.

Ele destacou que o serviço de discagem direta e gratuita disponível em todos os estados, o Disque 100, como uma ferramenta importante no combate à exploração sexual.

Segundo ele, nos últimos três anos o volume de chamadas diárias recebidas passou de cerca de 170 para 2 mil, das quais 90% se confirmam como denúncias efetivas.

“Vamos fazer do ano do congresso um evento em que o Brasil reforce o seu compromisso com o enfrentamento à erradicação do problema no país”, afirmou.

A terceira edição do congresso deve reunir três mil pessoas, dentre os quais 300 adolescentes.

As edições anteriores foram realizadas em Estocolmo, na Suécia (1996), e em Yokohama, no Japão (2001).

Fonte

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